top of page
  • Foto do escritorSobretrilhos

Transporte público do Grande Recife ganha novos ôninus e substitui BRTs

Anúncio de novos ônibus é feito depois que o governo do Estado anunciou testes com catracas elevadas, inclusive nas portas traseiras dos veículos.


Por Roberta Soares

Novos BRTs vão substituir BRTs articulados no Grande Recife - Foto: Divulgação

Para demonstrar que também se preocupam com o conforto do passageiro que utiliza o transporte público da Região Metropolitana do Recife, o governo de Pernambuco e os operadores do sistema vão entregar novos veículos para a operação. Serão 76 ônibus novos que estão integrando a frota de 2.300 veículos do Grande Recife.


Os novos coletivos serão apresentados às 9h desta sexta-feira (31/3), no estacionamento do Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon), em Olinda, no Grande Recife. Serão 30 novos ônibus do Consórcio MobiBrasil - que opera o Corredor de BRT Leste-Oeste) e 15 das Empresas Metropolitana e Caxangá, duas das maiores permissionárias do sistema.


Além de 31 ônibus que o Consórcio Conorte - que opera o Corredor de BRT Norte-Sul - lançou na frota em janeiro.


O anúncio acontece logo depois de o governo de Pernambuco anunciar que iria implantar catracas elevadas nos ônibus para combater a evasão de receita no sistema - que hoje está provocando um prejuízo mensal de R$ 20 milhões por mês.


O modelo das catracas elevadas está sendo ajustado e deve ser instalado nos coletivos - inclusive nas portas traseiras - que operam as linhas que mais sofrem com invasões de usuários sem pagar. Os novos equipamentos, que têm sido criticados pelos passageiros, vão ter o teste oficializado ainda em abril.


SUBSTITUIÇÃO DOS BRTS


Entre os novos ônibus, estão 30 veículos definidos como “novos BRTs", que integram a frota do Consórcio MobiBrasil e vão substituir parte dos cem antigos BRTs, que estão em operação há quase dez anos, com problemas de manutenção e gerando um alto custo ao sistema de transporte.


Os BRTs articulados seguem o padrão original do Sistema BRT criado em Curitiba (PR), pelo urbanista, ex-prefeito da capital paranaense e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, e até hoje referência mundial.


Novos BRTs entram em operação no Corredor Leste-Oeste - Foto: Divulgação

Saem os veículos de 19 metros e entram os novos com 14 metros. Mas, segundo explicam o Estado e os operadores, a substituição se faz necessária e o custo de trocar por veículos iguais não compensava.


Bye bye BRT pernambucano: Para reduzir custo, BRT pernambucano é substituído por ônibus comum com ar-condicionado


No caso da MobiBrasil, os novos BRTs vão operar em linhas do Corredor Leste-Oeste que têm uma demanda menor e que saem dos Terminais Integrados HGV, CDU e Caxangá, às margens da Avenida Caxangá, na Zona Oeste do Recife. Enquanto que as linhas que saem do TI Camaragibe seguirão com os BRTs articulados (tradicionais).


Toda a renovação e mudança da frota foi autorizada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM), que gere o sistema de ônibus da RMR. Segundo o secretário de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Seinfra), Evandro Avelar, o sistema precisava da mudança.


REDUÇÃO DE CUSTO PARA O SISTEMA DE TRANSPORTE


“É uma decisão racional que precisávamos tomar. O custo dos novos BRTs é 50% menor do que dos antigos, articulados. Além do valor do veículo em si. Um BRT tradicional custa entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,7 milhão, enquanto o novo modelo custa R$ 900 mil. A frota precisa ser renovada e tudo isso pesa”, pontua o secretário.


Avelar garante, entretanto, que os operadores terão que lançar mais ônibus nas linhas exatamente para compensar a substituição pelos coletivos menores. “Precisamos racionalizar o custo do sistema, já que o Estado tem colocado alto valor de subsídio. Estimamos que, em 2023, o total ultrapasse os R$ 400 milhões”, justifica.


Embora cinco metros menores do que os articulados, os novos BRTs são modernos e confortáveis, garantem os operadores. Têm a mesma tecnologia dos BRTs tradicionais: motor traseiro, câmbio automático e ar-condicionado.


Por serem menores, é claro que têm capacidade para menos passageiros. Enquanto os BRTs tradicionais recebem até 140 passageiros, os novos, de 14 metros, têm capacidade para 100.


Por isso, a promessa do poder público e dos operadores é que mais veículos serão colocados na operação e, assim, o intervalo será menor. Em resumo: sairão 22 BRTs e entrarão 30 novos. Assim, o intervalo de cinco minutos deverá ser reduzido para 2,5 minutos.


Fonte: JC



bottom of page