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Terminal Intermodal de Cargas de Campo Grande será grande diferencial em rotas de integração


Foto: Terminal Intermodal - Campo Grande/MS

Estudo encomendado pela Prefeitura Municipal junto ao Consórcio Pantanal demonstra que o Terminal Intermodal de Cargas do Município de Campo Grande/MS (TIC-CG) possui viabilidade logística e econômica. Com isso, ele pode se configurar em um fator diferencial para potencializar a transformação econômica que a administração da Capital já vem realizando, impulsionando negócios já instalados no município, atraindo novas oportunidades para diversos setores da economia e geração de emprego e renda para a população não só no âmbito do município, mas estendendo tais potencialidades a todo o Estado de Mato Grosso do Sul.


Com área total de implantação de aproximadamente 617,9 mil m², o TIC-CG compreende uma infraestrutura básica já instalada, sendo 50 mil m² destinados a implantação futura de um possível Porto Seco, que poderá se somar ao Terminal ofertando serviços aduaneiros que ampliem o leque de atrativos. O complexo se localiza na parte sul do anel viário com acesso à malha da Ferrovia Malha-Oeste, atualmente fora de operação.


“Nós entregamos um trabalho para a Prefeitura de Campo Grande sobre a viabilidade econômica do Terminal Intermodal de Carga e do Porto Seco. Esse material contém mais de 600 páginas com levantamentos, orientações, gráficos e muita pesquisa de campo realizada junto à sociedade civil organizada e investidores aqui do Mato Grosso do Sul e de Campo Grande”, conta o economista Luiz Antonio Pagot. O consórcio é formado pelas empresas Deméter Engenharia, FIPE e Felsberg Advogados.


Dentre os diversos cenários e situações simuladas para avaliar a viabilidade técnica do empreendimento, o estudo identificou que existem três linhas de ação que a Prefeitura Municipal poderá adotar para efetivar o TIC-CG e, eventualmente implantar também o Porto Seco, respeitando algumas premissas fundamentais como a reativação da Ferrovia Malha Oeste e observando determinados aspectos de arranjo institucional-legal.


“Esta é uma questão estratégica e isso depende de a União promover a reativação da ferrovia”, complementa o secretário municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), Adelaido Vila.


Carga para movimentar o terminal já tem. O resultado final do estudo identificou que o TIC-CG no contexto atual já possuiria potencial de movimentação de cargas que atingirá 4,99 milhões de toneladas em 2034, compostas principalmente por granéis agrícolas, fertilizantes, granéis líquidos combustíveis e cargas industriais conteinerizadas, enquanto o Porto Seco tem potencial de atingir uma movimentação de cargas de até 175 mil toneladas em 2034.


Com base na movimentação de cargas projetada para o TIC-CG e para o possível Porto Seco de Campo Grande foram definidas cinco áreas operacionais que ocupam aproximadamente 180 mil m² da área de implantação, restando ainda uma área de aproximadamente 185 mil m² não ocupados pelas atividades logísticas do terminal. Para cada área foram dimensionados os investimentos necessários para a implantação da infraestrutura demandada para o atendimento e a movimentação de cargas projetadas.


O Município de Campo Grande apropriando-se dos resultados, já como uma primeira medida no sentido de caminhar no rumo da efetivação do TIC-CG, realizará a formalização de um grupo de trabalho intersecretarial para implementar as ações recomendadas pelo estudo e apoiar a tomada de decisões por parte da municipalidade. A equipe terá ainda a missão de iniciar as tratativas com o Governo Estadual e Federal para viabilizar estas operações nos próximos anos, conforme diretrizes e recomendações contidas nos estudos.


Fonte: ABIFER e A Crítica

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