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  • Foto do escritorSobretrilhos

Rio terá VLT que começará do metrô Botafogo à Gávea em 2023

Será o maior sistema de VLT das Américas


A capital carioca poderá ter 251 km de trilhos e terá o maior sistema de VLT das Américas. Isso porque, a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro anunciou a VLTzação do sistema BRT dentro da estrutura viária da cidade e, nesse plano, já está previsto, a partir do ano que vem, o início da implantação do sistema ligando o metrô de Botafogo à Gávea.


No projeto de VLTzação, a Prefeitura vai, ao longo de 15 anos, substituir os veículos dos corredores Transcarioca e Transoeste do BRT pelo sistema VLT.


Hoje, são 28 km no Centro e no Porto Maravilha. Esse projeto só é viável por causa do investimento realizado na implantação da infraestrutura do sistema BRT. Como todo o sistema viário já está construído, a Prefeitura deixa de gastar no sistema VLT o que já foi investido: R$ 4,5 bilhões na Transcarioca e R$ 2,5 bilhões na Transoeste.


A partir de agora, a Prefeitura vai investir na adaptação para o novo modal, com trilhos, trens e sistemas. O programa terá investimento estimado em R$ 14,8 bilhões para os três novos eixos.


“É um planejamento de longo prazo em que vamos buscar financiamento externo e nada do que foi feito na infraestrutura dos BRTs se perde. Ao contrário, o que foi feito facilita a nossa vida para que esse plano seja factível. Isso ajuda a reduzir os custos. Sem essa infraestrutura já realizada esse plano não seria possível. E não vamos parar nenhum dos planos já anunciados para o BRT. Não vamos deixar de comprar ônibus, fazer as reformas. Tudo o que está previsto para o BRT será cumprido”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.

O VLT, além de trazer vários benefícios, qualifica o sistema viário. Tem o dobro de capacidade dos ônibus articulados e intervalos mais regulares; é mais seguro; tem mais conforto para o usuário; não produz ruído; é sustentável e também integrado à paisagem urbana.


A ligação Botafogo/Gávea pelo VLT será feita via Parceria Público-Privada, com início da implantação prevista para o primeiro semestre de 2023. Serão 12 km de trilhos e 13 paradas, além de um Centro Integrado de Operação e Manutenção. Também estão previstas melhorias urbanísticas no entorno do traçado, incluindo solução para a drenagem da Rua Jardim Botânico.


A Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) – antiga Cdurp – está à frente do projeto em parceria com a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). Para o presidente da CCPar, Gustavo Guerrante, investir em VLT é mais que um projeto de transporte de qualidade. “O VLT é um case de sucesso aqui e no mundo. É a transição para um Rio mais sustentável e com um modal aprovado pela população no Centro e no Porto. A última pesquisa apontou 88% de aprovação do VLT”, disse Gustavo.


O VLT Carioca foi inaugurado em junho de 2016 e funciona 24 horas com 32 trens, atualmente, sendo o tempo máximo de espera entre um trem e outro de 3 a 15 minutos (de acordo com a linha) e capacidade para transportar 300 mil pessoas.


O consórcio VLT Carioca é formado pela CIIS S.A., controlada da CCR (50,31%), Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A. – Invepar (21,58%) e Odebrecht TransPort S.A. (13,47%), RIOPAR Participações S.A. (14,40%), Benito Roggio Transporte S.A. (0,22%) e RATP do Brasil Operações, Participações e Prestações de Serviços para Transporte Ltda. (0,02%).


Reestruturação do BRT continua

Apesar da VLTzação, a Prefeitura anunciou que seguirá com a realização de ações para melhorar os corredores de BRT da cidade. Enquanto planeja a transição dos modais, a Secretaria Municipal de Transportes listou algumas ações realizadas, como: a reabertura de 46 estações; acordo judicial com as empresas de ônibus; retorno gradual de linhas regulares prioritárias; compra de articulados; licitação do sistema de bilhetagem; e sistema sob administração municipal (Mobi-Rio).


Também seguem no cronograma a entrega das obras do BRT Transbrasil e do Terminal Intermodal Gentileza; a troca de pavimentação do corredor de BRT Transoeste; e a extensa expansão da malha cicloviária da cidade.


Fonte: OE

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