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“O que vale para nós é o relatório do IPT”, diz Tarcísio sobre invasão de esgoto em obras.

Segundo o Governador, a linha 6 laranja deve estar rodando até início de 2026.


Por Adamo Bazani - William Moreira - Luena Coutinho

Acciona, em laudo, culpou a Sabesp; Tatuzão chega na Freguesia do Ó - Imagem: Diário do Transporte

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse na manhã desta quinta-feira, 26 de janeiro de 2023, que o que vale para o Estado é a conclusão do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) sobre as causas do rompimento de tubulação que, em 1º de fevereiro de 2022, resultou na inundação por dejetos no canteiro de obras da linha 6-Laranja de metrô na região da Ponte do Piqueri, na Marginal Tietê.


A Acciona, empresa espanhola responsável por construir e futuramente operar a linha, divulgou um laudo contratado pelo qual colocou a culpa na Sabesp pelo acidente.


De acordo com Tarcísio, o laudo do IPT ainda vai ser analisado. O governador ainda disse que o prazo para a conclusão da linha será entre o fim de 2025 e início de 2026. O prazo até então divulgado pelos ex governadores João Doria e Rodrigo Garcia era outubro de 2025.


Nesta quinta-feira, a máquina tuneladora, conhecida como tatuzão, que está construindo o túnel sentido norte da linha, chegou à futura estação Freguesia do Ó.


A linha 6-Laranja deve ter 15,3 km de extensão, entre a Vila Brasilândia (zona Noroeste) a Estação São Joaquim (região central)


DADOS DA LINHA

LINHA 6 – LARANJA

Retomada das obras: 06 de outubro de 2020

Previsão de entrega total: outubro de 2025 (em 26/01/23, o governador Tarcísio de Freitas falou que o prazo seria fim de 2025 e início de 206)

Construção e operação em PPP – Parceira Público Privada: Concessionária “Linha Universidade Participações S.A.”, liderada pelo grupo espanhol Acciona

Antigo Consórcio: Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

Extensão: 15,3 km de extensão, entre a Vila Brasilândia (zona Noroeste) a Estação São Joaquim (região central)

Valor do empreendimento: R$ 15 bilhões

Frota: 22 trens

Demanda diária: 630 mil passageiros

Estações: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompeia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim

Prazo de contrato: 19 anos para manutenção e operação.

Integrações: Sistemas de ônibus e linhas 1-Azul do Metrô, 4-Amarela operada pela concessionária ViaQuatro e 7-Rubi, da CPTM e 8-Diamante, da ViaMobilidade


No dia 07 de julho de 2020 terminou a última prorrogação do processo do contato de caducidade com o Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.


O contrato era do Consórcio MOVE São Paulo, responsável pela construção da linha 6 Laranja do Metrô (Vila Brasilândia/São Joaquim).


O MOVE São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, assumiu o contrato de construção em 2015, mas entregou até a paralisação dos serviços, em 02 de setembro de 2016, apenas 15% das obras.


As obras estão paradas desde setembro de 2016 e assim como a atuação da MOVE SP foi controversa, a entrada da Acciona foi marcada por uma novela com ameaça do grupo espanhol não assumir o contrato, contestando valores e condições, tudo isso mesmo depois do anúncio pelo governador João Doria.


O anúncio de que a Acciona assumiria o contrato foi feito em 07 de fevereiro de 2020 pelo governo paulista.


A linha 6 é uma PPP – Parceria Público Privada prevê a construção, os trens e a operação da linha.


A Acciona, conglomerado espanhol formado por mais de 100 empresas e com sede em Madri, atua no Brasil desde 1996, onde conta com mais de 1500 profissionais em unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. Deteve por 10 anos a concessão da chamada Rodovia do Aço (BR-393), além de ter participado das obras do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, além de dois lotes do Rodoanel Norte, em São Paulo. Venceu licitações para a construção de linhas e estações de metrô em São Paulo (SP) e Fortaleza (CE).


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