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Maior balsa elétrica do mundo leva mais de 2 mil passageiros a bordo

A novidade desembarca primeiro na América do Sul.


Por Gabriel Sérvio

Imagem: Incat Tasmaniam/Divulgação

A Incat Tasmania anunciou que iniciou a construção da maior balsa elétrica do mundo. Terá 130 metros de extensão e capacidade para transportar 2.100 passageiros e 226 veículos.


A notícia é bastante relevante para os nossos vizinhos argentinos, porque a empresa que encomendou essa balsa é a Buquebus, empresa do empresário Juan Carlos López Mena, que domina o mercado de transporte fluvial no Rio da Prata.


“O mundo quer navios grandes e leves com emissão zero. Já estamos aumentando nossa força de trabalho e instalações em preparação para o que será uma expansão significativa”

Segundo o próprio fabricante, este navio já está quase pronto para ser entregue ao seu cliente, embora só vá entrar em serviço daqui a dois anos, em 2025. Seu projeto foi realizado pela empresa Revolution Design e sua principal tarefa será transportar passageiros da Argentina para o Uruguai.


Imagem: Incat Tasmaniam/Divulgação

De início, a balsa foi projetada para ser movida a gás GNL, no entanto, a Incat acabou apostando em uma solução mais sustentável. Embora a alteração para propulsão elétrica tenha exigido mudanças significativas, a empresa ainda conseguiu deixar o navio mais leve, trocando 500 toneladas de equipamentos e tanques de combustível por 400 toneladas de baterias, sem contar com o uso do alumínio no lugar do aço na construção.


Segundo o fundador do Incat Group, Robert Clifford, considerando que o transporte de emissões zero é o futuro, a novidade “está pronta para revolucionar a indústria de transporte marítimo mundial”.


A entrega da primeira balsa elétrica a bateria do mundo para a Buquebus pode abrir as portas para um “crescimento exponencial no mercado internacional de navios elétricos leves”, acrescenta o consultor estratégico da Incat, Peter Gutwein.


A solução também reduz custos. A primeira balsa totalmente elétrica da Noruega, por exemplo, baixou os gastos em 80%. “O mundo quer navios grandes e leves com emissão zero. Já estamos aumentando nossa força de trabalho e instalações em preparação para o que será uma expansão significativa”, conclui Peter.

O preço final da embarcação, bem como a data de entrega oficial, ainda não foram revelados pela Incat.


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