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Desafios para 2023: promover mobilidade ativa e transporte coletivo

Arquiteta Suzana Nogueira defende que novo governo deve prioritariamente investir em projetos para o transporte público e em pautas voltadas a modos a pé e por bicicleta


Na pauta, incentivos à mobilidade ativa.

A arquiteta e urbanista Suzana Nogueira, especializada em mobilidade urbana, foi quem na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) esteve à frente na coordenação e planejamento para a implantação, anos atrás, da malha cicloviária da capital paulista. Como consultora e educadora da área, seu trabalho é focado sobretudo nas ações para o transporte coletivo e os modos ativos. Com base nessa bagagem administrativa e política, Suzana respondeu à pergunta feita pelo Mobilize:


Quais devem ser as prioridades do novo governo para a mobilidade urbana?


"Entendo que o primeiro ponto a ser tratado pelo novo governo na área de mobilidade seria o transporte público coletivo, tanto em relação à infraestrutura como nas questões orçamentárias e de financiamento, para que as pessoas possam acessar plenamente esse sistema de transporte. E acho que a proposta do Sistema Único de Mobilidade (SUM) traz muito bem esse referencial, tanto na gestão, como no que se refere à sua implementação e operação.

Já a proposta do SUM tem um alinhamento, talvez não tão detalhado, com outra pauta importante, que é o fomento à mobilidade ativa...

Aqui é preciso separar o tema, para podermos saber como apoiar os projetos com capacidade técnica no planejamento da infraestrutura cicloviária e na criação de políticas de promoção ao uso da bicicleta, e também para que bicicleta seja incluída em outras pautas. Importante lembrar, aqui, que já há um detalhamento de ações definido na Estratégia Nacional da Bicicleta e que, salvo engano, deve entrar agora em consulta pública pelo Ministério de Desenvolvimento Regional. É portanto uma pauta "fresquinha" e que pode avançar.

Mais que calçadas...

Também a mobilidade a pé, que é uma questão realmente muito ampla, ainda está sem uma direção nacional que oriente bem como promovê-la. No caso, há que pensar tanto nas infraestruturas das redes de mobilidade a pé, como no fomento para que estas estruturas sejam de fato referência nas cidades.

Com isso quero dizer que as propostas devem ir além da questão das calçadas, já que estamos falando de um sistema de caminhabilidade. Para a circulação dos pedestres, é preciso pensar também em novos sistemas tecnológicos que promovam de fato a inclusão, o acesso aos espaços principalmente das pessoas com restrição de locomoção. Resumindo, são esses os prinicipais desafios na mobilidade urbana que, acredito, o novo governo deve enfrentar."


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