top of page
  • Foto do escritorSobretrilhos

Cinco fatos surpreendentes e pouco conhecidos sobre os drones

Aeronaves remotamente pilotadas (RPA) foram evoluindo e expandindo suas frentes de atuação, bem como sua regulamentação


Curiosamente, a origem dos drones está ligada ao desenvolvimento de um barco em miniatura, em 1898, que funcionava por radiofrequência. Criada pelo inventor sérvio Nikola Tesla (1856-1943) e testado com sucesso em Nova Yorque, a experiência é considerada o início de todas as aeronaves controladas por rádio. Criada pelo inventor sérvio Nikola Tesla (1856-1943) e testada com sucesso em Nova York, essa experiência é considerada o início de todas as aeronaves controladas por rádio.


Ao longo dos anos, as aeronaves remotamente pilotadas foram evoluindo, com uso muito ligado às operações militares. Isso é realidade até hoje: o exército brasileiro acabou de anunciar, por meio do Comissão do Exército Brasileiro em Washington (CEBW) a intenção de compra de drones kamikazes, iguais os usados na guerra da Ucrânia, para testá-los no Brasil, de acordo com notícia veiculada em 17/07 pelo Estadão.



Essa vocação foi expandindo para outras frentes, assim como sua regulamentação. Hoje, é comum vermos drones em shows, transportando mercadorias – atividade que ocorre em locais específicos, pois ainda não há autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para sobrevoar pessoas sem que autorizem previamente, além de a segurança dessas operações ainda estar sendo comprovada – na agricultura, entre outras aplicações. Confira, a seguir, alguns fatos curiosos sobre os drones.


1. É proibido voar sem registro


O número de drones tem crescido exponencialmente no Brasil: se em 2017 essas aeronaves não tripuladas somavam 27,8 mil, neste ano elas saltaram para 130 mil, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Só que é muito importante reforçar que toda aeronave com peso máximo de decolagem superior a 250 gramas precisa ser cadastrada junto à ANAC. Sem essa autorização, os voos não são permitidos e os operadores ficam sujeitos a multas e penalidades.


2. Não precisa ser formado


Quem opera um done de uso profissional não precisa cursar o ensino superior, nem ter experiência anterior na aviação civil: basta fazer um curso em instituição especializada, que inclui aulas práticas e teóricas. De acordo com Samuel Salomão, fundador e CPO da SpeedBird Aero, essa é uma profissão que não existia até pouco tempo, e cuja Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) foi criada em 2021, instituindo a atividade de operador de aeronaves pilotadas de forma remota.


3. O voo é proibido em muitos locais


Mesmo os drones menores, com peso de até 250 gramas, usados para uso recreativo como filmagem de férias, por exemplo, precisam observar as regras dos locais a serem sobrevoados. Isso porque há muitos lugares que são proibidos, locais que são chamados de NFZ ou No Fly Zones, ou que necessitam de autorização prévia.


Não respeitar as regras pode acarretar em apreensão do drone, além de multas. Apenas como exemplo, o Vaticano, em Roma, na Itália, proibe totalmente a prática; no Egito é necessário ter a permissão do Ministério da Defesa. Na Espanha, a multa por voar um drone sem autorização em um parque nacional pode chegar a 6 mil euros. Para ajudar os usuários, a fabricante de drones DJI possui um site que mostra, em tempo real, áreas proibidas, chamado No Fly Zones.


4. Transportam materiais biológicos


Embora o delivery de comida seja a cena mais emblemática e ‘futurista’ das aplicações atuais dessas aeronaves remotamente pilotadas, diversos outros usos vem sendo feitos e testados em todo o País. Um deles é o uso agrícola, onde os drones são usados para semear plantações, em terrenos de difícil acesso ou muito extensos, bem como para a pulverização de inseticidas, entre outras substâncias.


Essas aeronaves também têm feito transporte de materiais biológicos, com o envio de amostras para exames, entre outros, com ganho de tempo no processo e, consequentemente, no diagnóstico. Mas essas não são as únicas finalidades: os drones podem ser usados em situações de emergência, como afogamentos – nesse caso, jogando uma boia até que o salva-vidas chegue ao local – em incêndios, entre outras situações.


5. Há três tipos de aeronaves no Brasil


São três classes de drones atualmente operando no Brasil. A primeira é de equipamentos grandes, com peso acima de 150 quilos. Na classe 2, estão veículos com peso de 25 a até 150 quilos. Na 3, que compreende a grande maioria dos equipamentos em operação, hoje, no País, são veículos com peso de até 25 quilos.


No momento, a maioria dos drones em operação, seja em atividade ou mesmo testes, são da classe 3, com cargas que variam entre 2,5 e 6 quilos para não ultrapassar o limite da classe 3, que é de 25 quilos ( somados os pesos da mercadoria e o da aeronave).


*notícia publicada no portal Estadão Mobilidade em 17/07/2023



bottom of page