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Peças históricas são devolvidas à EFMM

Peças históricas são devolvidas à EFMM

As peças haviam sido retiradas depois da enchente do rio madeira em 2014 e estavam em um galpão alugado pela prefeitura no bairro lagoinha.

peçasCerca de mil peças pertencentes ao acervo histórico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foram recuperadas e devolvidas ao galpão da EFMM, em operação comandada pelo Exército. As peças, que estavam guardadas em um galpão alugado pela prefeitura no bairro Lagoinha, zona Leste da cidade, foram resgatadas e levadas de volta ao sítio histórico da Estrada de Ferro.

As peças haviam sido retiradas do sítio histórico em decorrência da cheia do rio Madeira em fevereiro de 2014, quando todo o complexo ferroviário foi atingido, inclusive as peças do museu que integravam a ferrovia. Após três anos, e diversos pedidos da associação para o retorno das peças do museu, a Procuradoria-Geral de Justiça, por intermédio do procurador Airton Pedro, aceitou o pedido para a devolução do acervo para a Madeira-Mamoré. A operação, organizada pela Fundação Cultural, contou com o apoio da prefeitura que solicitou ajuda ao 5° Batalhão de Engenharia e Construção.

“Com essa técnica de limpeza estão apagadas as marcas de identificação da locomotiva, relíquias históricas e monumento nacional preservado pela Constituição do Estado de Rondônia”

Para George Telles, vice-presidente da Associação dos ex-ferroviários, as peças passarão por um processo de contagem e limpeza para depois serem expostas no museu. Enquanto o acervo do museu era realocado no galpão da Estrada de Ferro, uma locomotiva e um tender foram levados para o Espaço Alternativo. A Associação de Preservação do Patrimônio Histórico e Amigos da Madeira-Mamoré culpou o Departamento de Estradas de Rodagem, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a Secretaria de Patrimônio da União como responsáveis pela manobra. Segundo a associação, os bens históricos precisam ficar em seu lugar de origem. Os bens históricos foram levados do local original após lavagem com jato de areia.

“Com essa técnica de limpeza estão apagadas as marcas de identificação da locomotiva, relíquias históricas e monumento nacional preservado pela Constituição do Estado de Rondônia”, acentua a Amma, que anexou imagens à sua denúncia para serem periciadas e confirmadas pelo Ministério Público Estadual, MPF-RO e Polícia Federal.

foto: diariodaamazonia.com.br

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