Informação e Mobilidade

O futuro passará sobre trilhos movido movido pela transferência de conhecimento e tecnologia

O futuro passará sobre trilhos movido movido pela transferência de conhecimento e tecnologia

Ernani Elias de SouzaDiretor da Faculdade Anhanguera de Belo Horizonte

O PAPEL DO GPAA E A COMUNIDADE ACADÊMICA

 

Nos dias de hoje, as grandes metrópoles mundiais se diferem por características culturais, sociais e financeiras – entre outros aspectos – mas possuem um ponto de intercessão: o caos da mobilidade urbana.

Em geral, as metrópoles não foram construídas por projetos que tratavam o crescimento à proporção de seu acontecimento, sendo assim as artérias principais para o fluxo do trânsito são as mesmas, e de mesmo tamanho, há vinte anos.

Esta situação gera verdadeiros colapsos em horários que a população precisa se deslocar em massa, pois as vias secundárias não conseguem aliviar o congestionamento das vias principais, devido a esta falta de planejamento. Tais fatos levam o transporte coletivo para o único modal que consegue comportar a necessidade e ainda viabilizar futuros crescimentos que é o transporte sobre trilhos, seja por veículos tradicionais ou por novas tecnologias em veículos leves.

As soluções avaliadas estão tendenciadas ao desenvolvimento do setor metroferroviário, por capacidade de atendimento e custo operacional. O Brasil é um país de dimensões continentais e suas regiões metropolitanas acompanham, proporcionalmente, estas dimensões; com isso a necessidade de um transporte coletivo mais ágil e que comporte o volume de passageiros necessário se faz essencial, e o Metrô é a principal solução.

Em especial, Belo Horizonte possui projetos que buscam a ampliação da malha e abrangência do Metrô. Além disso, existe estudo para a interligação da cidade com o aeroporto internacional Presidente Tancredo Neves em Confins através de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Este desenvolvimento se torna efetivo com algumas atitudes inovadoras que proporcionam tanto o desenvolvimento do conhecimento, quanto a transferência de tecnologia, e neste aspecto o GPAA (Grupo Permanente de Autoajuda na Área de Manutenção Metroferroviária) vem se destacando, pois a experiência prática acelera o processo de aprendizagem de todos os integrantes do grupo.

Para fortalecer ainda mais este desenvolvimento de conhecimento e acelerar o processo de inovação, entra em ação uma importante parceria do GPAA com a academia, através da Faculdade Anhanguera de Belo Horizonte – Antônio Carlos, que disponibilizará professores com conhecimento e experiência nas diversas áreas de engenharia, além de possibilitar testes de protótipos em laboratórios antes de sua implementação.

De Sordi (2003) propõe um ciclo de gestão do conhecimento com nove passos: identificar necessidade de conhecimento, obter conhecimento, distribuir conhecimento, utilizar conhecimento, aprender com conhecimentos gerados, contribuir com a geração de conhecimento, avaliar os conhecimentos da organização, construir e sustentar a infra-estrutura de conhecimento organizacional e descartar conhecimentos não relevantes para a organização.

A figura mostra graficamente a relação entre os passos da gestão do conhecimento:

GPAA - Passos

Passos que compõem o ciclo para o gerenciamento do conhecimento. Fonte: DE SORDI, 2003, p. 113.

Diante de tais fatos e propostas, a efetivação da parceria entre GPAA e a Faculdade Anhanguera de Belo Horizonte gera uma expectativa de desenvolvimento capaz de atender aos diversos desafios que serão impostos a todos os integrantes do grupo, e a dedicação de cada um, desempenhando seu papel, proporcionará a geração de conhecimentos, bem como sua aplicação, para desenvolver, não só um segmento, mas a sociedade como um todos, pois, todo o ciclo produtivo precisa de seus recursos humanos, e estes poderão ser levados até as suas empresas através de uma solução metroferroviária.

Referências do artigo:
DE SORDI, José O. Tecnologia da Informação Aplicada aos Negócios. São Paulo: Atlas, 2003. WIELINGA, B. et al. Knowledge Engineering and Management – The Common KADS Methodology, The MIT Press, Cambridge, MT, 2000.

 

Publicado na Revista SOBRE TRILHOS – Ano 1 – Edição 3


 

sobretrilhos

Revista híbrida com abordagens jornalísticas e técnicas. A circulação é controlada e dirigida a todos os segmentos de transporte de passageiros e logística. Aposta-se em uma linha editorial que vá além dos trilhos, trazendo informações e conceitos sobre infraestrutura, intermodalidade, urbanização e cidades inteligentes.

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