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Metroviários de Belo Horizonte decidem por greve no início de setembro

Metroviários de Belo Horizonte decidem por greve no início de setembro

Em assembleia realizada no início da noite desta terça-feira a categoria decidiu parar a partir do dia 11 por tempo indeterminado

Transporte Ferroviario / Linha do Metro de Belo Horizonte

Os metroviários de Belo Horizonte ameaçam a cruzar os braços no início de setembro. Os trabalhadores estão insatisfeitos com a negociação salarial. Em assembleia realizada no início da noite desta terça-feira a categoria decidiu parar a partir do dia 11 por tempo indeterminado. Porém, a decisão ainda será avaliada em um novo encontro marcado para a próxima terça-feira.

Os metroviários cobram um reajuste salarial de 12,29% e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), segundo eles, não oferece nenhum índice à categoria. O último reajuste concedido a categoria foi em 2016, quando os vencimentos foram elevados em 8,28%.

Segundo Robson Zeferino, da diretoria jurídica do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindmetro/MG), a categoria definiu pela paralisação. “Decidimos a greve por tempo indeterminado a partir de 11 de setembro. Vamos fazer uma nova assembleia em 5 de setembro para ratificar a decisão”, afirmou.

 “a CBTU recebe com surpresa a decisão de uma única superintendência de aderir a greve, uma vez que a Companhia nunca se opôs a negociar todas as cláusulas sociais, a que de fato a empresa tem o poder de arbitrar”

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) teve conhecimento da realização de assembleia para deliberar sobre a paralisação do sistema em Belo Horizonte. No entanto, por meio de nota, esclareceu que a “CBTU participou das três rodadas de negociações do acordo coletivo em diferentes unidades. Por orientação do Diretor-Presidente José Marques todas as cláusulas sociais foram mantidas, havendo apenas divergência no índice de reajuste salarial, uma vez que a empresa não opina sobre questões financeiras”.

Devido a este fato, por decisão conjunta entre as partes (CBTU e Sindicatos), a questão foi levada a dissídio coletivo, sendo agora de competência do Tribunal Superior do Trabalho (TST). “A CBTU aguarda, então, a decisão judicial, reforçando assim seu caráter democrático de diálogo com entidades de classe e respeito às instituições”, afirma a nota.

Contudo, “a CBTU recebe com surpresa a decisão de uma única superintendência de aderir a greve, uma vez que a Companhia nunca se opôs a negociar todas as cláusulas sociais, a que de fato a empresa tem o poder de arbitrar”, completa.

fonte: www.em.com.br / foto: Beto Novaes

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