Informação e Mobilidade

Expectativa sobre trilhos – Francisco Petrini

Expectativa sobre trilhos – Francisco Petrini

sobretrilhos-franciscopetriniApesar da crise, os trilhos avançam. Esse é o título de um dos textos que integram a Série-Estudos – FERROVIÁRIO 2015, publicada pelo SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários). A publicação mostra que, apesar das restrições orçamentárias por conta do ajuste fiscal, os projetos permanecem em curso.

2016 começou e, infelizmente, o cenário político-econômico não melhorou. Mas a questão da mobilidade permanece a mesma. Todos sabem o que é necessário e o que foi prometido.A grande expectativa é saber até onde cada governo vai cumprir a sua parte.

“2016 começou e, infelizmente, o cenário político-econômico não melhorou.”

No caso do Rio de Janeiro, a promessa é que as obras da Linha 4 do metrô, que ligará a Barra da Tijuca à Zona Sul do Rio, fiquem prontas para os Jogos Olímpicos, apesar de existir um “plano de contingência” para o caso de atraso no cronograma.

A cidade e sua população vivem a expectativa de herdar um legado na área de transportes que contemple todos os segmentos sociais – a exemplo do que aconteceu com a cidade de Barcelona, na Espanha, após as Olimpíadas de 1992.

Em São Paulo, quando estiver finalizado o trecho da obra da Linha 4 do metrô que interligará seis outras linhas metroferroviárias ao longo de 12 estações, a capacidade de transporte será de 1 milhão de passageiros/dia.

São grandes a necessidade e a urgência de ampliar a malha ferroviária e metroferroviária. Tecnologia para tanto existe. Precisamos de continuidade e investimento, palavras que parecem pouco “sólidas” no momento atual.

Em 2015, o setor ferroviário foi um dos poucos setores que conseguiram registrar alguma estabilidade. Pelas análises do SIMEFRE, a expectativa para 2016 é de umaprodução e entrega de 4 mil vagões de carga (50 para exportação), 100 locomotivas (10 para exportação) e 473 carros de passageiros e VLTs (72 carros para exportação).

“Precisamos de continuidade e investimento, palavras que parecem pouco‘sólidas’ no momento atual.”

Quanto ao transporte de carga, temos as obras da Norte-Sul ligando Bacarena/PA aoRio Grande do Sul, projetada para a integração nacional; a ferrovia da integração Leste-Oeste (FIOL), cujo traçado vai de Ilhéus/BA até Figueirópolis/TO, além de outros projetos importantíssimos para o nosso país.

O objetivo do Governo é estabelecer, por meio dessas novas ferrovias,alternativas mais econômicas para o fluxo de carga de longa distância, favorecer a multimodalidade e, além de integrara malha ferroviária brasileira, reduzir os custos de transportes de grãos, álcool e minérios destinados aos mercados interno e externo, bem como incentivar novos investimentos e harmonizar a distribuição da riqueza nacional.

O ano já começou. Agora é arregaçar as mangas e torcer pela recuperação da economia.

Francisco Petrini – Diretor Executivo SIMEFRE
Originalmente publicado na Revista SOBRETRILHOS – Ano 2 – Edição 4

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Revista híbrida com abordagens jornalísticas e técnicas. A circulação é controlada e dirigida a todos os segmentos de transporte de passageiros e logística. Aposta-se em uma linha editorial que vá além dos trilhos, trazendo informações e conceitos sobre infraestrutura, intermodalidade, urbanização e cidades inteligentes.

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