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Entrevista com Auro Doyle – ABEE SP e seus objetivos

Entrevista com Auro Doyle – ABEE SP e seus objetivos

Auro DoyleFundada em 1956 e com abrangência estadual, a Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas de São Paulo – ABEE-SP é uma sociedade civil, de direito privado, sem fins econômicos e com personalidade jurídica própria. A entidade nasceu em uma sala do oitavo andar do Instituto de Engenharia, no Palácio Mauá e teve como idealizadores, os Engenheiros José Aflalo Filho, Hélio de Caíres e Nelson Lopes Leão. Entre as iniciativas da entidade, destacam-se: a colaboração com o DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica, e a estruturação da Companhia Hidroelétrica do Rio Pardo, Usina Elétrica do Paranapanema e Centrais Elétricas de Urubupungá, atividades que deram origem a criação da CESP- Companhia Energética de São Paulo.

Principais Objetivos

– Promover ou cooperar com sociedades científicas na realização de reuniões conferenciais, congressos, excursões, publicação de boletins e revistas, cujo fim seja a difusão ou solução de problemas referentes à eletricidade e suas múltiplas aplicações;
– Congregar os profissionais, e as empresas da área tecnológica a fim de atuar em relação a seus interesses e atividades;

– Defender os interesses da classe de Engenheiros Eletricistas, consideradas todas as suas modalidades;

– Incentivar o estudo da Engenharia Elétrica por meio de prêmios aos melhores alunos, classe auxiliar e encaminhamento dos engenheirandos na vida profissional e visando com tais atos desenvolver entre os estudantes o interesse pela participação na Associação;

– Estabelecer parcerias estratégicas com: Empresas, Governos, Autarquias, Fundações, Organismos Governamentais Nacionais e Internacionais na Concepção, Planejamento, Análise, Consultoria, Implantação, Gestão, Controle e

Fiscalização de Políticas Públicas, Projetos e Soluções Técnicas de Engenharia que visem o desenvolvimento público social da nação, o bem estar da humanidade, e o equilíbrio do meio ambiente.

Convênios

O Cartão de identificação Associativa Individual permite ao Associado às vantagens oferecidas pela ABEE-SP:

– Descontos em cursos e encontros técnicos em instituições conveniados;

– Descontos para contratação de seguros diversos;

– Descontos em hotéis e viagens em empresas conveniadas;

– Acesso a programas de incentivo a educação continuada e afim;

– Inclusão e fomento ao programa engenheiro empreendedor.

Representação no CREA-SP

A ABEE-SP através do convênio celebrado com CREA-SP, e fundamentado na Resolução 376/93, do CONFEA que objetiva a fiscalização do cumprimento da Lei 6.496/77, que entre outros atos, instituiu a obrigatoriedade da ART- Anotação de Responsabilidade Técnica, o faz indicando periodicamente Conselheiros para comporem a Câmara Especializada de Engenharia Elétrica – CEEE, justamente com os demais conselheiros indicados por diversas assoaciações e escolas de engenharia de SP; nela atuando também como fiscais na aplicação das normas existentes para validação e correção do exercício profissional do Engenheiro Eletricista.

Participação nas ART’s – Anotações de Responsabilidades Técnicas

O CREA-SP na forma prevista na Resolução 376/93 repassa a ABEE-SP, cerca de 16% do valor líquido da ART. Clicando o código 56 no campo do formulário da ART Eletrônica da Internet, o profissional estará colaborando com a nossa Associação nos fornecendo maiores condições de melhor representar os Engenheiros Eletricistas de São Paulo.

Conselheiros do CREA-SP

Em 29 de janeiro de 2015, em São Paulo, no auditório da Sede Angélica do Crea-SP, a Revista Sobre Trilhos fez a cobertura da posse dos novos conselheiros para o período 2015-2017 e do presidenteEng.Francisco Kurimori, reeleito. Os novos conselheiros do Crea- SP são o presidente e vice-presidente da ABEE-SP, respectivamente, os engenheiros eletricistas Carlos Costa Neto e Auro Doyle Sampaio.

De acordo com o conselheiro e engenheiro Auro Doyle “é importante salientar que essa chegada dos dois novos conselheiros acontece em um momento de renovação no Crea-SP e no país como um todo. A nossa preocupação é na Câmara Especializada em Engenharia Elétrica, mas não queremos só focar na Engenharia Elétrica. Estamos com um propósito de a partir da Engenharia Elétrica realçar a importância da motivação na infraestrutura como um todo. Expandiremos a atuação da ABEE-SP. Prioritariamente, buscando participar adicionalmente de dois grupos de trabalhos: Energia e Transportes. Onde teremos possibilidades de também levar propostase promover debates para motivar as discussões em aberto”, afirmou o conselheiro.

Ainda durante a entrevista realizada após almoço no Instituto de Engenharia, em São Paulo, o engenheiro Auro Doyle falou sobre suas perspectivas e posicionamentos como conselheiro do Crea-SP.

Sobre Trilhos: Quais são os pontos que serão considerados e levados para discussão neste período de 2015-2017?

Eng. Auro Doyle: Vários, entre eles:fiscalização do exercício profissional, implementação do setor ferroviário, planejamento e retomada do desenvolvimento ferroviário, a questão energética, aproveitamento de biomassas e a sua regulamentação. Por exemplo;nós temos lixões…cuja lei está colocada, mas o aproveitamento disso para transformar em energia elétrica ainda está falho. Essa regulamentação e esse incentivo poderiam ser feitos pelo governo, mas ainda está falho. Tudo isso são pontos a serem levados para discussão dentro do sistema “Confea–Crea-SP”

S.T.: Além destes pontos, em um palco maior para discussões, o que poderá ser abordado também neste triênio de mandato?

A.D.: A questão hídrica que está aí colocada. Isso vai “respingar”, apesar de ser falta de água (harmoniza Auro), na geração de energia e no custo. Com a utilização das termoelétricas o custo de energia ficará ainda mais alto.

S.T.: Isto são os cenários. Quais serão os focos?

A.D.: O foco sempre será o aproveitamento e a fiscalização do exercício do profissional brasileiro e estrangeiro para o desenvolvimento desses planos, de maneira especial nas concessionárias de serviços públicos.

S.T.: Para os próximos seis meses, quais são as possibilidades para este conselho desenvolver?

A.D: O que temos são reuniões mensais e o acompanhamento de processos do exercício de profissionais e empresas ligadas à engenharia para implementação desses programas. Nós vamos ter oportunidade de tomar assento, ter contato, ver como está sendo desenvolvido pelo sistema e ver onde podemos, efetivamente, fazer isso andar de forma mais célebre.

S.T.: Mudando de assunto. Há falta de profissionais especializados no mercado brasileiro?

A.D.: Muitos estão à margem do mercado porque não se submetem a algumas condições que são colocadas pelo mercado. Por exemplo, salários que não condizem com a realidade do investimento realizado por profissionais durante 20 a 25 anos de suas vidas para se sujeitarem serem tratados como engenheiros trainees. Profissionais nós temos sim, tanto é que Angola está levando vários profissionais, a África de uma forma geral, a própria América do Sul, entre tantos. Muitos profissionais brasileiros, capacitados, executam brilhantemente grandes obras pelo mundo.

S.T.: Qual o principal objetivo dos conselheiros para este mandato?

A.D.: Priorizar, resgatar e valorizar o bom profissional e a boa técnica.

Auro Doyle – Vice-presidente da ABEE
Artigo originalmente publicado na Revista SOBRETRILHOS – Ano 1 – Edição 1

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