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ASSEF completa 61 anos – Entrevista com Eng. Luiz Edson

ASSEF completa 61 anos – Entrevista com Eng. Luiz Edson

Eng Luiz Edson – Presidente ASSEF

A ASSEF – Associação dos Engenheiros Ferroviários no Estado de São Paulo foi fundada em 20 de maio de 1.954 sob o nome de Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Sorocabana.

Um pouco da história – Com a formação da FEPASA em 1.971 (decreto nº 10.410 de 28/10/1971), produto da união das cinco ferrovias Paulistas: Estrada de Ferro Sorocabana; Estrada de Ferro Araraquarense; Estrada de Ferro São Paulo Minas; Estrada de Ferro Mogiana e Companhia Paulista de Estradas de Ferro; criou-se a necessidade de se unir as Associações de Engenheiros existentes, até que, em março de 1.979 foi criada a “ASSEF – Associação dos Engenheiros da FEPASA”.

Na gestão do Governador Mário Covas, fruto de uma negociação da dívida do Estado de São Paulo com o Governo Federal, a FEPASA foi federalizada passando a ser Malha Paulista da Rede Ferroviária Federal – RFFSA, a partir de maio de 1.998.Face a essa nova situação e a crescente desagregação da categoria, após consulta às bases, foi aprovada a alteração da razão social, através da Diretoria do biênio 1.998/1.999, passando então a denominar-se: “Associação dos Engenheiros Ferroviários no Estado de São Paulo”, mantendo-se a sigla ASSEF, a partir de 10 de agosto de 1.998, alterando-se inclusive os estatutos, adequando-os à nova realidade.

A Diretoria Plena da ASSEF é composta pela Diretoria Executiva, Conselho Administrativo e Conselho Fiscal, cujos componentes para o Quadriênio 2012/2016 são:

Diretoria Executiva:
Presidente – Eng. Luiz Edson de Castro Filho
Diretor Operacional – Eng. Ronaldo Perfeito Alonso
Diretor Administrativo – Eng. Valter Martins

Conselho Fiscal:
Eng. Fernando José Pinto
Eng. Ezio Iafrate
Eng. Romano Henrique Dal Bianco

Conselho de Administração:
Eng. Luiz Edson de Castro Filho
Eng. Ronaldo Perfeito Alonso
Eng. Ciro Gomes
Eng. Valter Martins

Além da sede administrativa localizada na Praça Júlio Prestes, em São Paulo/SP, a ASSEF mantém uma área de lazer em Suarão, município de Itanhaém/SP, contando atualmente com 5 casas e 1 chalé.

A revista SOBRE TRILHOS esteve presente na sede da ASSEF em São Paulo e conversou com o presidente da associação, o Eng. Civil Luiz Edson de Castro Filho, sobre os novos rumos e perspectivas do órgão e também sobre os 61 anos de constituição.

Sobre Trilhos: Quais são as ações hoje da ASSEF?

Eng. Luiz Edson: Sempre tivemos o núcleo de lazer no litoral para férias. Só que não podemos ficar restritos na parte de lazer, não é o nosso principal rumo. Nesta gestão estamos procurando auxiliar os nossos engenheiros ferroviários que estão espalhados nas empresas ligadas ao setor metroferroviário. Nós temos história para provar que podemos fazer isto.

S.T.: Hoje a associação possui quantos associados?

Eng.L.E.: Aproximadamente 400 associados, entre atuantes no setor e aposentados.

S.T.: Qual a sua visão sobre o setor ferroviário no Brasil?

Eng.L.E.: O setor sente falta de pessoas que entendam sobre ferrovias. Temos que resgatar esse conhecimento e esses profissionais. Não é raro recebermos telefonemas ou e-mails de entidades procurando profissionais da área ferroviária que entendam de rede elétrica, a parte de via permanente, etc.. Então, nós temos que resgatar esse conhecimento.

S.T.: O que pensa sobre o desenvolvimento do transporte ferroviário no Brasil?

Eng.L.E.: Nós só temos a crescer, desde que exista vontade política para isso. Tanto o setor de carga como de passageiro tem possibilidades para se desenvolver no Brasil. Cada um precisa de seus estudos. Eu sei que nos Estados Unidos têm estados que sea distância entre a origem e o local de entrega da carga for maior que 300 Km, por exemplo, é obrigatório ir por ferrovia. Na época do militarismo, o Brasil também tinha a obrigatoriedade de 30% da carga ser transportadapor ferrovia, depois isso acabou no país. Agora, é questão de olhar para o benefício do cidadão e não para benefício desta ou daquela empresa. Porque se for para olhar para o cidadão a ferrovia é viável tanto para carga quanto para passageiros.

S.T.: Quando o senhor diz: “estar olhando para o cidadão”; refere-se a qual setor?

Eng.L.E.: Quando se olha para o cidadão o transporte de ferrovia está olhando para a economia do país. Por exemplo, em Tokyo há metrô de carga. É como você imaginar que aqui em São Paulo a distribuição pudesse ser feita por baixo, sem trazer transtornos para a cidade. A parte de passageiro ainda está aquém. Os projetos, infelizmente, aqui no Brasil demoram muito.

S.T.: Como os profissionais ativos buscam suas reciclagens e capacitações através de cursos?

Eng.L.E.: Eu posso dizer que isto hoje está adormecido. Não é que não exista; existe sim. Mas precisa sempre estar sendo cobrado e sempre lembrando que existem estes profissionais para esses cursos. Hoje, temos uma parceria com o Crea que nos auxilia a promover eventos para a qualificação dos profissionais e estamos nesta parceria com a ABEE-SP que também estará nos auxiliando nestas novas perspectivas de capacitação.

S.T.: Quais são os atuais benefícios que os associados da ASSEF possuem?

Eng. L.E.: Nós criamos a figura do sócio contribuinte. Este tem todos os benefícios de um associado, mas não pode votar ou ser votado nas eleições, pois esta parte exige a figura de profissionais ligados e com conhecimentos do setor metroferroviário. Possuem palestras, cursos e também as casas de praia no litoral de São Paulo.

S.T.: Que novos rumos a ASSEF busca neste ano?

Eng. L.E.: Vamos buscar resgatar a cultura ferroviária. As pessoas falam de ferrovia como algo do passado, mas nós estamos em ação. Estamos realizando linhas para Cumbica, ligação para o Aeroporto de Congonhas. Tem todo um planejamento. Os fatos geram notícias e elas são atuais. Nós podemos e queremos despertar em cada um dos profissionais do setor o orgulho de terem o conhecimento que possuem.

Ana Lúcia Lopes – Diretora de Redação Sobretrilhos
Artigo originalmente publicado na Revista SOBRETRILHOS – Ano 1 – Edição 2

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