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Alckmin quer empréstimo de R$ 2,5 bilhões para concluir monotrilhos

Alckmin quer empréstimo de R$ 2,5 bilhões para concluir monotrilhos

Assembleia deve votar ainda neste ano projeto que permite ao governo adquirir os empréstimos. Obras estão atrasadas e já ultrapassaram valor orçado inicialmente.

Segundo artigo de ontem (05) do G1, deputados estaduais devem votar até o fim do ano o projeto de lei enviado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) que autoriza o estado a contratar empréstimos e concluir duas obras do monotrilho da capital. O tucano pediu à Assembleia Legislativa (Alesp) autorização aos deputados para fazer empréstimos em bancos nacionais e internacionais no valor de mais de R$ 2,5 bilhões.

Para concluir a Linha 17-Ouro, o governo quer R$ 1 bilhão. Para a Linha 15-Prata são mais de R$ 324 milhões e para as obras da PPP Tamoios, mais R$ 900 milhões. O governo também quer mais R$ 243 milhões para financiar o Profisco 2, o programa que tem o objetivo de modernizar a gestão fiscal do governo do estado.

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As obras do monotrilho da linha 17-Ouro já sofreram vários questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Um deles está relacionado ao avanço do custo: inicialmente, a obra foi de R$ 1.392.402.036,11. Agora deve chega a R$ 3,5 bilhões. A previsão de entrega também mudou, passando de 2014 para julho de 2019.

O TCE destacou falhas e lacunas que precisariam ser equacionadas para que o projeto fosse viável. Segundo o tribunal, os elementos existentes no processo demonstram que o Metrô embarcou numa aventura quando decidiu construir a linha 17-Ouro e que gastou dinheiro público de forma irresponsável.

Sobre a linha 15-Prata, o governo disse que o empréstimo é necessário devido às suspensões de financiamentos do BNDES para não onerar os recursos provenientes do tesouro do Estado. “Se nós não tivermos acesso a esses recursos, o Estado tem que avaliar de onde realocar outros recursos para as obras”, disse Claudia Romana, assessora de gabinete da Secretaria da Fazenda.

A Secretaria Estadual dos Transportes disse que, no caso da linha 17-Ouro, o valor aumentou porque no contrato inicial não estavam incluídos custos para a construção de estações, pátios, sistemas de energia e até mesmo desapropriações.

Ainda segundo a pasta, a obra atrasou por vários problemas com as empresas contratadas, que foram multadas. Sobre a linha 15-Prata, a secretaria disse que também enfrentou problemas que atrasaram a obra e a previsão agora é entregar nove estações até março.

link de vídeo da matéria no SPTV 
foto: Obras do monotrilho da linha 17-Ouro do Metrô na avenida Washington Luis, próximo ao Aeroporto de Congonhas – Nelson Antoine

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