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ABIFER defende avanços do sistema ferroviário junto ao novo governo – Vicente Abate

ABIFER defende avanços do sistema ferroviário junto ao novo governo – Vicente Abate

 

foto Vicente Abate - PresidenteA ABIFER, diante do novo cenário político, já constrói pontes com o novo governo. Estivemos no Palácio do Planalto, no encontro com o presidente interino Michel Temer e seus ministros.

Mais de 200 empresários de vários setores produtivos e de serviços compareceram ao evento, liderados pelo presidente da FIESP, Paulo Skaf. Ao lado dos ministros da Fazenda, Casa Civil, PPI e MDIC, o presidente Temer conversou com os executivos sobre os projetos de retomada do crescimento da economia, que serão debatidos no Congresso Nacional. Tivemos a oportunidade de falar com o presidente sobre a relevância das ferrovias para a redução do Custo Brasil e a importância da indústria ferroviária brasileira, fornecedora dessas ferrovias.

Participamos também de outros encontros em Brasília, com o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, e com o novo ministro do MDIC (Indústria, Comércio Exterior e Serviços), Marcos Pereira.

Ao lado do vice-presidente da ABIFER, Alexander Ellwanger, e do presidente da Hidremec, Carlos Alberto de Andrade Pinto, empresa que integra a entidade, propusemos, com Moreira Franco, a celeridade de projetos que ampliem a malha ferroviária brasileira, como a Ferrogrão, Ferrovia Norte-Sul e Transnordestina, além de termos destacado a importância das concessões para o setor. O assessor da Secretaria, Eduardo Parente, acompanhou a reunião.

“…ressaltamos a necessidade
de renovação da frota ferroviária.”

Junto com o primeiro vice-presidente da associação, Luiz Fernando Ferrari, estivemos com o ministro do MDIC, Marcos Pereira, e sua equipe. Nesse encontro, apresentamos a indústria ferroviária brasileira e ressaltamos a necessidade de renovação da frota ferroviária. A proposta é trocar 40 mil vagões antigos por equipamentos mais modernos, numa quantidade equivalente a 18 mil. A composição envelhecida carece da tecnologia de ponta atualmente empregada e pesa de cinco a dez toneladas a mais do que os veículos modernos. Os vagões antigos eram utilizados para qualquer tipo de carga. Atualmente são customizados e isso gera uma produtividade maior.

Falamos também da troca de 1.400 locomotivas deterioradas por 600 novas, com potência de 4.400 hp, ante 1.200 hp das antigas. Isso significa redução de consumo de combustível e admissão do biocombustível na frota renovada.

Reunimo-nos ainda com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e o assessor do ministro, Jefferson Vasconcelos Santos. Defendemos a importância da repactuação das atuais concessões, bem como da renovação da frota de vagões e locomotivas antigos.

Em todos os encontros, apoiamos a prorrogação dos contratos atuais das concessionárias ferroviárias do país. Com um prazo maior para a amortização dos investimentos a serem realizados pelas concessionárias, as empresas ficam mais seguras em aplicar seus recursos e, com isso, promovem mais oportunidades para a indústria ferroviária instalada no Brasil.

“Defendemos a importância da
repactuação das atuais concessões…”

O novo governo tem como premissa a geração de empregos. O setor ferroviário pode contribuir para a redução do desemprego que assola o país. A ABIFER apoia a renovação da frota ferroviária e a ampliação dos contratos de concessões ferroviárias.

Vicente Abate – Presidente
Originalmente publicado na Revista SOBRETRILHOS – Ano 2 – Edição 6

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